Mais eu me mordo de CIÚMES!
Saúdavel ou doença? Até que ponto isso pode destruir ou ajudar a crescer?
Sou ciumento inveterado! Descobri isso no meu último relacionamento. Mas antes não era(até me pego imaginando se eu verdadeiramente sou, ou a situação que me fez ser...). Sempre fui dono da situação. Sempre era assim, se terminar amanhã to bem! "A fila anda!", não é isso que dizem? Sempre tinha alguém na seqüência pra mim, nunca seria uma perda dolorosa. Tanto que nunca me queixei de viagens, festas na casas de amigos, saídas nas quais eu não pudesse ir. "Vai...sem problemas.", eu sempre dizia. Mas nem notei quando passei a acrescentar "você quem sabe" no fim da frase!
Sinceramente, cheguei a um ponto que era impossível a pessoa não notar. E comecei a me sentir testado constantemente. Porque é impossível surgirem situações todos os dias, que te chateassem. E tenho certeza que a maioria delas poderiam ser evitadas. Mas não eram... Então me tornei o chato, quem sempre cria problemas, quem nunca estará satisfeito. Agora quando olho pra trás consigo ver que era isso que queria, que eu fosse o errado e o motivo do fim.
Enfim, com tudo que passei pude tirar uma conclusão. Pude tirar um lição. Se ama, vc sente ciúmes. É um pacote. Pelo menos só senti ciúmes da única pessoa que amei de verdade.
Thiago.
Escrito por shythy às 10h25
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Quanto a alguém ter que ceder.
Tema de filme de novo.
O ponto decisivo do relacionamento. A partir do qual é ir ou parar logo. Sinceramente, não existem duas pessoas iguais nesse mundo. Ok, e a novidade?!?! Todos sabem disso. Justamente por isso chega um ponto onde é impraticável tolerar tudo. Por não sermos iguais mostraremos hábitos diferentes. Muitas vezes, e bota muitas nisso, intoleráveis! Estes passam batido no começo, tudo é lindo, tudo é belo, descobertas cada dia...!(Como tô inspirado hoje!) Tudo bem, aquela mania terrível de pirar no volante, aquela mania de deixar esperando enquanto sabe-se que não faz nada de importante, a inflexibilidade de agenda unilateral, tudo isso vai se empurrando, engolindo alguns sapos aqui, outros ali.
Mas um dia isso sufoca, você ri e diz que aquilo não foi legal. É repetido. Você já não ri, e diz o quanto aquilo lhe incomodou. A partir daí começa-se a contagem, de quantas vezes aquele hábito que te importunam tanto acontece, chegando a tornar um mártirio conviver com aquilo. Já não existe mais tolerâcia, você abre o jogo. E NADA acontece. Não existe a possibilidade de apenas um se adaptar a vida do outro(e não falo de inferiorizar-se) e aguentar isso, por mais passiva que seja a pessoa em se tratando de relacionamentos. Uma hora sufoca, e a partir daí torna-se um inferno. O pior ainda é ouvir que nada pode ser feito! Mas isso fica pra uma outra hora.
É por isso que acho que esse é um momento decisivo. Se desejam ir em frente vão ter que abrir mão de algo, para receber algo em troca (simbiose de novo). Se não, é hora de colocar a s cartas na mesa e cada um seguir seu rumo, antes que chegue a raiva, ou pior, a indiferença!
Thiago.
Escrito por shythy às 11h13
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Vida virtual.(vida?!?)
Hoje muitos não reclamam, acham até ótima a idéia. Facilita, ajuda a conhecer as pessoas sem que seja necessário muito contato próximo antes, evita situações embaraçosas, desencalha problemáticos. Mas um pensamento é lógico, algo que começa na internet pode algum dia sair dela?
Isso pode ser visto de diversas maneiras. Primeira, um príncipe encantado ou uma princesa adormecida continuarão sendo tudo de maravilhoso e mágico que eram atrás de quilomêtros escondidos por dois monitores? A realidade é cruel, mas ainda é a base de um relacionamento. Tanto que até hoje separam o real de virtal. Não são a mesma coisa e nunca serão, na minha opinião. E como o real ainda é a base, duas pessoas que se apaixonam via e-mail, orkut, sites de relacionamento, um dia terão de se encontrar. Em um parque, um restaurante, algum lugar REAL. E será a mesma coisa? Não! Serão moléculas, ao invés de bites. Basicamente um recomeço. Podem ter ouvido muitas histórias um do outro, conhecer um pouco da personalidade da outra, mas sem expressões faciais e corporais, sem cheiros, sem situações cotidianas. Isso sem mencionar que é a versão ultra-bonita-florida-com-passarinhos-e-peixinhos da própria pessoa. Ou seja, não há como dizer que se conhece alguém por conhece-la virtualmente. Muitos até dizem que no mundo real isso ainda não acontece com facilidade, mas acho que se tem um maior acesso ao outro com o pacote completo, tudo que se fala, que se move, que se expressa.
Uma segunda maneira de se ver a pergunta que fiz a cima. Seria possível alguém antes feliz e satisfeito com sua vida virtual se desvencilhar dela? Ficaria satisfeito com alguém cheio de defeitos, vícios e, porque não, humano? Não seria bem mais cômodo continuar com a facilidade que a internet oferece? Continuar vivendo no sonho? Realmente outra situação complicada. Existem pessoas que conheço que praticamente tem todas as entradas USB que o Neo e os demais tripulantes de sua nave tinham em Matrix. Por que não admitem isso e vivem felizes no conforto de suas vistas cansadas pela claridade do monitor? Por que insistem em querer manter contatos íntimos com quem conheceu? Realmente, isso frusta .
Conclusão que posso chegar? A internet facilitou, e muito, a questão dos relacionamentos. Mas a levando a outro patamar. A um patamar onde existem apenas Brads e Giseles. E, contanto que não se arrisquem no cruel mundo real, continuarão assim, sentados em suas poltronas. Muito bom para os acomodados...
Thiago.
Escrito por shythy às 13h39
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O começo, que pode ser o fim!
Quero só escrever. Escrever como uma fuga, usando como um escoadouro de sentimentos engavetados mesmo.
Relacionamentos sempre foram motivos para ótimo romances (Romeu e Julieta, para citar um clássico), inspiração para cinema (das comédias românticas mais baixas em cartaz até grandes clássicos como Declínio do Império Americano, Casablanca e outros...), enredo de novelas a escolas de samba. Seria esse o motivo dele existir? Porque o que vejo é muita dor, incerteza, desconfiança, desgaste...Ok, dirão que só foquei no lado negativo, que muito carinho, amor e tal permeiam tudo isso. Mas sinceramente, com minha pouca experiência estou notando que não passa de uma simbiose, sim, uma troca. Que nem sempre é o lado bonito e filosofico de "troca"!
Pois usarei esse espaço pra esparramar minhas tristezas e angústias... Sem pretensões.
Thiago.
Escrito por shythy às 13h19
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